A Parábola da semente de Mostarda (Mateus 13.31,32)

Nos evangelhos constam muitas parábolas contadas por Jesus para explicar temas espirituais. Dentre elas destacam-se as chamadas parábolas do Reino, nas quais o Mestre revelou segredos inefáveis sobre a implantação e crescimento do Reino de Deus aqui na terra.

Aqui abordo a parábola da semente da mostarda registrada em Mt 13.31,32, Lucas 13.18-21 e Marcos 4. No texto de Mateus temos: “outra parábola lhes propôs, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem, pegando dele, semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos”.

É difícil compreendermos hoje o que Jesus estava ensinando se não considerarmos as particularidades do contexto da época. Sabe-se que a semente de mostarda era a menor semente conhecida na região da palestina. Portanto, se quisesse falar de grandeza do Reino, certamente Jesus não escolheria esta semente para ilustrar essa verdade. Logo, em que consiste a parábola da semente de mostarda? O que ela nos ensina sobre o reino de Deus?

É bom ressaltar que naquela altura do ministério de Jesus já se tinha levantado vários opositores dos partidos políticos judaicos. Estes já estavam arquitetando a morte do Senhor. Os seus discípulos observando a rejeição do ministério de Jesus e as ameaças de morte que Ele sofria, estavam com medo e receosos do que viria a ser o futuro do Reino e de suas vidas, já que abandonaram tudo para seguir a Cristo.

Neste momento Jesus inicia uma serie de ensino através de parábolas para demonstrar verdades sobre o Reino aos seus aprendizes. Entre outras parábolas Ele conta a conhecida parábola da semente de mostarda.

Tal qual essa hortaliça que começa com uma pequena semente (a menor conhecida naquela região que se tornou proverbial rabínico – sinal de pequenez), assim é o reino de Deus – tem um pequeno começo, com poucos súditos, sem pompa e aparência política para os homens. Ainda assim, se torna a maior das hortaliças, podendo chegar a três metros e meio de altura. Portanto, esta parábola retrata o humilde começo do reino e a grandeza que teria no futuro.

O ponto chave desta parábola é ensinar sobre a união orgânica do pequeno inicio e do fim maduro. O reino é de começo pequeno, mas de um futuro glorioso. Glória a Deus!

É nesta perspectiva que devemos caminhar e encaminhar as ações missionárias. Ainda que seja de começo pequeno, com pouca força, sem muita expressão, mas sabemos que os frutos virão.

A obra missionária é a expressão da eclessia como agente do reino em sua representatividade terreal. O reino foi plantado e sua expansão depende também da ação da igreja.

Não importa os levantes o Reino já veio, já está entre nós o que nos assegura êxito na ação de propagação do mesmo no mundo inteiro.

O que fazer com este maravilhoso ensino de Jesus em nossos dias? Primeiro, reconhecer que o que ele ensinou tem se cumprido cabalmente – o reino é real e tem se tornado frondoso a cada dia até que seja plenamente estabelecido no período milenial. Portanto, as palavras ditas por Jesus se cumprem e nós temos a certeza de que ele não falha, logo, devemos viver com esta convicção.

Em segundo lugar, porque o reino é real, todas as outras coisas ligadas a ele também são reais, inclusive o seu poder. Quando a igreja prega o reino, o faz na força de seu poder e a força opositora do diabo não pode resistir, antes é vencida e todos os homens aprisionados são libertos, curados e salvos para glória do Senhor.

Por fim, nos motiva a continuar fazendo o trabalho missionário como a eclessia de Cristo, em outras palavras, trabalhar na expansão do Reino de Cristo no mundo, tomando territórios e hasteando a bandeira do evangelho do reino.

O profeta da antiguidade falando ao governador Zorobabel e sumo sacerdote Josué, motivando-os na reconstrução do Templo dos judeus, em certa ocasião, declarou-lhe: ninguém despreze os dias das coisas pequenas (Zacarias 4.10). Esta mensagem estabelece o entendimento de que mesmo que aos olhos de alguns expectadores certos começos, como da reconstrução do templo ou o inicio do Reino de Cristo seja menosprezado, ainda assim, a resposta e resultado virão com grandeza em face da ação do poder de Deus.

Isto pode ser dito também quanto a obra missionária. Aqui cabe dizer ainda, que a nossa igreja, a IADESL, tem realizado trabalhos missionários, e por conseguinte, ajudado na evangelização mundial. Estamos num começo e desejamos alcançar mais para glória de Deus. Esperamos na graça de Cristo para que avancemos nos propósitos e ideais planejados pela igreja do Senhor.

Toda glória seja dada a Ele!

Pelo Rei e pelo Reino,

Pr. Jackson Douglas

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